Alzheimer: proporção de casos no Brasil mais do que dobrou em 30 anos

08/11/2021

Um estudo epidemiológico mostra que o Brasil vive um momento preocupante em relação à saúde mental de sua população. Em três décadas, a proporção de pessoas com demência e a taxa de mortalidade ligada a essa condição mais que dobrou no país (127%).

O futuro também preocupa os cientistas. Até 2050, os casos da doença de Alzheimer, responsável por sete em dez casos de demência, podem quadruplicar entre os brasileiros caso ações de prevenção não forem adotadas.

As projeções são encontradas em artigo publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, elaborado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade de Queensland, na Austrália.

Os dados foram tirados da pesquisa domiciliar do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), realizada entre 2015 e 2016, com utilização de questionário a 9.412 adultos a partir de 50 anos.

Descobertas e implicações do Alzheimer

O questionário apresentou questões sociodemográficas, como sexo, etnia, renda e nível de educação, questões clínicas, ligadas a acesso aos serviços de saúde, e comportamentais, como percepção geral de saúde, qualidade de sono e grau de interação social.

O estudo mostra que pessoas negras têm menos chance de serem diagnosticadas com a doença que, por sua vez, é mais comum entre aposentados ou desempregados.

Outra descoberta é que pacientes com Alzheimer são mais propensos a realizar consultas com clínico geral e sofrem mais quedas. Além disso, a frequência e duração de internações desses pacientes são maiores em comparação com os participantes sem a doença.

Doença de Alzheimer
Qualidade de vida e idade são importantes fatores de risco para a doença de Alzheimer

Fatores de risco do Alzheimer

Os pacientes com Alzheimer que participaram do estudo dizem ter pior qualidade de vindo no aspecto físico e emocional. Revelam sofrer mais com depressão, tristeza e solidão, por exemplo.

A pesquisa também mostra que as pessoas acometidas pela doença têm maior chance de serem diagnosticadas com diabetes, depressão, doença de Parkinson e acidente vascular cerebral se comparadas com adultos mais velhos sem Alzheimer.

Uma conclusão mais óbvia do estudo: o envelhecimento é um fator de risco importante para a doença de Alzheimer. Na pesquisa, a probabilidade de diagnóstico da doença cresce 11% conforme a idade da pessoa aumenta em um ano.

O cenário no futuro tende a se agravar, uma vez que a população brasileira com 60 anos ou mais aumentará em 284,2% de 2000 a 2050, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo os pesquisadores, investimentos no cuidado interdisciplinar devem ser feitos para amenizar a frequência e intensidade dos sintomas nos pacientes, reduzir as hospitalizações e melhorar a qualidade de vida de quem sofre com Alzheimer.

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